domingo, 24 de maio de 2020

Jesus encanta os adultos enquanto conversa


 
       
(Reconto de Lucas 2:41 - 52)

        O garotinho Jesus de Nazaré viajou com seus pais, a Jerusalém. Pessoas de muitos lugares costumavam passar lá a festa da páscoa.
      Quando a festa acabou se ouvia de longe o som dos que caminhavam de volta para casa,
Gente falando, crianças correndo e brincando pelo caminho.
        A família de Jesus voltava para Nazaré, junto com tanta gente, que os pais de Jesus não perceberam que ele tinha ficado em Jerusalém, eles pensavam que Jesus estava entre os viajantes.  Nem os conhecidos e parentes o viram. Seus pais voltaram a Jerusalém para procurar, e procurar até encontrar o menino. Três dias depois, José e Maria aliviados acharam Jesus no templo, assentado e conversando com os mais velhos. Gente importante, todos admirados com sua inteligência e sabedoria pois Jesus era gentil em ouvir e responder perguntas difíceis para uma criança.
     Seus pais ficaram admirados com ele e Maria falou: Filho, por que fez isso, seu pai e eu procuramos muito por você?  Jesus disse: “Estou cuidando das coisas do meu Pai.” Resposta difícil e seus pais não entenderam. Mas ao se levantar e ir com eles sem reclamar, nem fazer cara feia, mostrou respeito e amor aos seus pais. E assim Jesus crescia no coração e no seu corpo. Ele era uma criança amada de Deus e das pessoas que viviam junto com ele.

Crianças ensinadas com amor, aprendem a amar a si mesmas e ao próximo.

domingo, 3 de abril de 2016

O Canguruzinho descobrindo o mundo - Coracy Schueler/Ilustrador Valter Schueler


LINK DO POD CAST DA HISTÓRIA 

LINK DA MÚSICA
 
Era uma vez, um canguruzinho que acabara de nascer. Quando nascem, os cangurus têm que encontrar o lugar especial: sua bolsa. Lá, tem tudo que ele precisa para crescer.
Nosso canguruzinho subiu e subiu.
- Achei! É aqui. É tão quentinho! Que bom!
Logo depois, ele sentiu fome e sentiu um cheirinho  
 - Hummmm! Que cheiro bom! Que fome!
 Achei! É aqui! Hummmm! Meu leite, que gostoso, quentinho! Mamou e dormiu ao som do coração de Dona Canguru, que batia bem tranquilo.  Nosso amiguinho canguru está no lugar certo.
O tempo passou. O canguruzinho crescia forte e seguro. Já está quase na hora de sair da sua bolsa. E o canguruzinho pensa:
- Não quero crescer, não vou sair daqui nunca! Quero ficar bem aqui pra sempre na minha bolsa.


Dona Canguru, não se importa, ela está tranqüila, sabe que na hora certa, ele por si mesmo, vai sair da bolsa.

Passados alguns dias, o lugar começou a ficar muito apertado.
- Ai! A bolsa da mamãe diminuiu? Ou foi eu que cresci?
E nada do canguruzinho colocar a cabecinha para fora da bolsa. Dona Canguru começou ficar brava, ela queria que o canguruzinho visse o mundo lá fora.
Dona Canguru então, teve uma ideia muito bacana: Levar o canguruzinho a muitos lugares, para que ele sentisse e ouvisse os sons do lugar.


O Canguruzinho ficou espantado porque o coração da Dona Canguru batia diferente, de um jeito que ele nunca tinha ouvido, ele ficou muito curioso.
Que barulho é este que ouvia? Virou sua orelhinha de um lado para o outro e ouviu os sons do lugar: Ouviu o som das folhas batendo umas nas outras, o cheiro das flores, huuuuuuuum! Que cheiro bom! O som do vento, o som do mar, o som dos outros bichos e o cheiro das flores, huuuuuuuuum! Que cheiro bom!
O Canguruzinho então, abriu os olhos para  ver quem fazia aquele som, mas não saiu da bolsa.
Então, Dona Canguru teve uma outra ideia para o Canguruzinho sair da bolsa: O cheiro das folhas que os cangurus gostam. Colocou um galhinho de folhas bem gostosas pertinho dali.


O Canguruzinho atraído pelo cheiro das folhas, esticou suas patinhas para fora, para pegar as folhas, mas como suas patinhas da frente são curtinhas, ele teve que esticar as patas longas de trás para alcançar aquelas folhas e foi assim que o Canguruzinho saiu da bolsa pela primeira vez.
Dona Canguru ficou muito feliz, pois o seu Canguruzinho agora iria descobrir o mundo.
Esta é uma produção independente de autoria de Coracy Schueler (coraschueler@gmail.com).

Ilustrações de Valter Schueler. É proibida a reprodução destas ilustrações sem a devida autorização do autor. Caso deseje compartilhar alguma destas ilustrações, entre e contato por e-mail (valschueler@gmail.com).



domingo, 26 de julho de 2015

O velório de Austárquio Bezerra



Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento pedia demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, canhões lançavam bonita fumaça enquanto atiravam. Elitizada artilharia, demonstrava treinamento bélico poderoso, honrando importante defunto.
Merecidas homenagens! comentavam unânimes  companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, conhecido mundialmente, lutara bravamente implantando democracias.                            Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam intitularem-se patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava imponente  General.
Existência secular, tornou-o tolerante, acessível, próximo conversando longamente, ensinando importantes assuntos refletindo experiências próprias. Austárquio Declarava constantemente: "Morrerei alegre certamente representando amados compatriotas, brasileiros independentes igualmente fronteiras soberanas".
Tivera humilde infância outrora, dolorosa, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornando-o criança entristecida. Falava pouquíssimo, acontecendo posteriormente encantadora velhice, torna-se venturoso falante. General Austárquio possuía vivências riquíssimas portanto mostrava extraordinária sabedoria. Morrera lúcido, levando precioso centésimo – décimo aniversário comemoradíssimo juntamente daqueles amigos diversos angariados, conquistados devido incontestável generosidade.
Figura pública apaixonante, venerava patrióticos Setembros. Desfilava anualmente. Aquele emocionado "Pracinha", agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile.General Austárquio deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente, entretanto, celeste.
Incontáveis lembranças daqueles próximos colegas, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina.

terça-feira, 27 de maio de 2014

A Minhoquinha Curiosa

(Cora Schueler)
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Certo dia, lá no fundo da terra, numa toca de minhoca, uma minhoca conversa com sua filhota. Uma minhoquinha pequenina que estava aprendendo os segredos da terra. A Minhoquinha é muito curiosa e quer saber o que acontece fora da terra também.
- E lá em cima o que tem?
- Ora filhota, lá em cima tem um monte de bichinhos, plantinhas verdes, o lugar se chama Jardim, enfeitado com flores e capim.
- Que mais?
- Tem um grilo cantante e que pula bastante, e uma borboleta cintilante.
  - E depois?
- Em cima do jardim tem o céu.
- O que é céu
- um lugar lindo, azul cheio de ar , com passarinhos a voar
- E quando é que chega o fim?
- O fim de que?
- Do céu se continuar subindo?
- O céu nunca acaba
- Ai quanta curiosidade!
- Me leva lá em cima e acaba a confusão!
- Vamos então filhota minhoca, está mesmo na hora de conhecer o que há lá fora.
- Eba!!!
A minhoca levou a filhota para fora da toca. A minhoquinha não sabia que o sol é tão forte e que o vento resseca. As minhocas enxergam de um jeito diferente, ela é sensível a luz do sol, por isso a minhoca levou para a filhota o filtro solar, óculos de sol e saíram as duas a se arrastar.
Finalmente a filhota viu o mundo fora da toca, conheceu o Sr. Grilo Cantante
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e a Borboleta Cintilante.
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A minhoca apresentou a filhota e a borboleta contou sua história com emoção de quem um dia foi lagarta e já se arrastou pelo chão.
A minhoquinha ficou encantada com a borboleta e então perguntou.
- Todo bicho que se arrasta vira borboleta? eu quero virar borboleta, ela é linda
- Não, Não filhota! você não vira borboleta não!
- Eu serei minhoca pelo resto da minha vida?
- Claro querida a terra precisa da gente, ser minhoca é muito importante. Nosso corpinho é feito para mexer a terra, transformamos a terra e tornamos o solo mais fértil, para que as sementes jogadas nela brotem e assim o jardim tenha sempre alimento para os grilos, borboletas e tantos outros bichinhos que dependem de nós.
- Não tinha idéia quanto é importante meu trabalho.
E assim voltaram as duas para a toca e a minhoquinha estava muito orgulhosa de ser minhoca.
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Fantoches de meia e EVA, bem como o cenário foram feitos por mim para a contação desta história.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

JESUS O MAIOR, SE FEZ MENOR POR NÓS - baseado em Lc 2:41-52



Quando Jesus era um garotinho, foi para a cidade de Jerusalém com seus pais. A cidade de Jerusalém era uma cidade grande e bonita. Todo ano Jerusalém comemorava a festa da páscoa. A cidade ficava muito barulhenta e cheia de pessoas que vinham de outras cidades. Quando a festa terminava, o barulho agora era das pessoas que caminhavam de volta para suas cidades.
Enquanto caminhavam as pessoas adultas conversavam, e as crianças juntas, corriam e inventavam brincadeiras com as coisas que encontravam pelo caminho. A família de Jesus voltava para a cidade de Nazaré e Jesus brincava com seus amigos, quando viu o grande templo de Jerusalém. Ele ficou em pé parado, olhando aquele lugar tão grande.
 Os pais de Jesus continuaram caminhando e não perceberam que Jesus tinha parado. Ele subiu as escadas e entrou no templo, onde algumas pessoas grandes, mais velhas do que ele, estavam assentadas, algumas conversando, e outras orando. 
Um homem muito arrumado que morava e cuidava das coisas do templo olhou para Jesus e perguntou um pouco bravo:
- Menino, o que você está fazendo aqui?
Jesus respondeu baixinho:
- Bom dia!
- Bom dia garotinho, o que você está fazendo?
Desta vez o homem falou mais baixinho e Jesus respondeu:
- Meu Pai me ensinou que o templo, também é lugar de crianças!
- Lugar e crianças?
- Sim, meu pai me ensinou que Deus gosta do coração das crianças e mesmo aquelas pessoas grandes que estão aqui, devem ter um coração como de uma criança se quiserem agradar a Deus.
Jesus falava com sabedoria dada por Deus, e as pessoas grandes queriam conversar com ele, ele ouvia com educação e na hora certa falava. Respondia com simpatia, perguntas até difíceis para uma criança. As pessoas mais velhas, conhecidas e importantes da cidade ficaram, muito admiradas com sua inteligência. A conversa estava tão boa que Jesus nem se deu conta que estava ali um tempão.

Quando os pais de Jesus sentiram sua falta, voltaram pelo mesmo caminho procurando por ele. Chegando ao templo entraram e viram que Jesus estava lá conversando com pessoas mais velhas do que ele. As pessoas do templo pensavam: ” Como pode uma criança ser tão sábia?”.

Seus pais ficaram admirados com ele, e Maria falou: Filho, por que fez isso, seu pai e eu procuramos muito por você?  Jesus disse: “Estou cuidando das coisas do meu Pai.” Jesus o filho de Deus, era maior que seus pais da terra, mas deixou o exemplo, considerou os dois superiores a ele, quando os obedecia, ao se levantar e ir com eles sem reclamar, nem fazer cara feia, mostrou obediência e amor aos seus pais. E assim Jesus crescia no coração e no seu corpo. Ele era uma criança amada de Deus e das pessoas que viviam junto com ele.


QUER APROFUNDAR?

Leia ainda:

 "Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus,
 Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.
 Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido." João 13:3-5
  e Filipenses 2


domingo, 29 de abril de 2012

O SÍTIO DO GALO MEMO - Coracy R.S. Schueler de Oliveira


Choveu logo cedo, a terra tem um cheiro bom. O galo Memo canta e a vida começa no sítio tranquilo com árvores grandes, caramboleiras, goiabeiras, mangueiras que dão sombra e frescor nos dias quentes. Memo é tão querido por seus donos Sr Juarez e Dona Carmem, que o sítio até leva o seu nome: “O Sítio do Galo Memo.”
Memo é um Galo forte e colorido casado com a D. Mema, casado mesmo!  Mema é uma galinha de capoeira que coloca ovos vermelhos. O casamento deles teve uma bonita cerimonia porque eles foram os primeiros animais do sítio e são muito queridos. 

No Sítio vivem: o cachorro Sultão, um pássaro preto, gatos, porcos, cavalos, ovelhas, bois, bem-te-vis, Beija-flores, micos, patos, cágados, jabutis, perus. Todos juntos fazem seus sons e seus filhotes alegram as crianças do sítio. Sr Juarez e D. Carmem cuidam com carinho de toda a bicharada.
O Memo é manso, mas também sabe ficar bravo. Ele fica em cima da árvore de tocaia, meio escondido entre os galhos e se um estranho se atreve a entrar, leva umas bicadas, ah! Isso leva.
 Os cachorros se alertam e começam a latir! até que o pacífico 
Sr. Juarez grita da janela, Calma Memo! Já estou indo, e fica tudo bem! 
O trabalho do Galo Memo é acordar a todos quando canta seu nobre: Có, Có, Có, Cóoooooooooooooooo pela manhã cedinho. Enquanto Memo canta, D. Mema continua no poleiro, chocando seus ovos. O sítio que esperava o canto do Memo para começar o dia, agora exala seus aromas: café, cuscuz, bolo de fubá, ovos mexidos e o pão com manteiga na chapa.
Depois de acordar a casa, Memo sai atento para trazer uma comidinha especial para sua Mema afinal, chocar uma ninhada demanda força e  paciência. Memo procura suculentas minhocas e outras coisinhas que as galinhas gostam. “Ela precisa se preparar para a chegada dos pintinhos” dizia Memo pra bicharada, cuidando de D.Mema com todo o mimo. 
Passados alguns dias, Memo e Mema perceberam o barulho das bicadas dos pintinhos nas cascas dos ovos e então diziam: “certamente desta noite não vai passar!”.
No dia seguinte todo sítio ficou em festa, os pintinhos amarelinhos saíram de suas cascas e piavam mudando o som do sítio, as crianças curiosas não viam a hora de pegar nos filhotinhos da D. Mema.

Personágens O Galo Memo  e a Galinha Mema técnica Recorte de EVA e feltro, por mim Coracy Schueler
duzir

sábado, 28 de abril de 2012

AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR - Reconto Cora Schueler


http://www.gnadenquelle.de/lebensbuch_13.htm


O homem estava doente. Ele não andava mais. Ele ia morrer. Seu patrão, era um soldado que era chefe de cem soldados, um centurião. Ele saiu às ruas da cidade, para ajudar seu empregado e amigo.

Na cidade, Cafarnaum, ele ouviu falar que Jesus cura as pessoas. Cegos veem e paralíticos andam! Então ele e seus amigos foram procurar Jesus! 

Quando viram Jesus, seus amigos se apressaram em dizer, como aquele homem era amado por todos. Um Homem bom, e que desejava a saúde de um amigo enfermo quase à morte. Jesus ouviu a todos com atenção e disse que iria a sua casa dar saúde ao seu amigo.

Perto da casa, o  Centurião  disse que se sentia pequeno para Jesus entrar em sua casa. Ele disse que tinha homens que obedeciam as suas ordens e que ele precisava de uma só palavra de Jesus, acreditava que era só Jesus mandar, e seu amigo ficaria bom.

Jesus admirado, elogiou sua fé e falou para as pessoas que estavam com ele, que nem entre as pessoas de sua terra, ele encontrou uma fé tão grande! Então Jesus disse: pode ir, o seu amigo já está curado! Quando ele chegou em casa, viu o seu servo curado. A alegria encheu o seu coração.


Ensine sua criança que Jesus pode curar ainda hoje. Que devemos ajudar os amigos, tendo fé como o Centurião. Mt 8:5-13; Lc 7:1-10