sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Primeiro Passeio Do Barquinho



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Certa vez Sr. Forte um barco rebocador, estava passando como sempre fazia no final da tarde. O barquinho seu filho, pediu para ir com ele, mas o Sr, Forte achou que ele ainda não estava pronto para o seu primeiro passeio no mar, ele percebeu a aflição do barquinho e prometeu que assim que ele estivesse preparado, deixaria ele costear a praia sozinho. Os meses se passaram e o barquinho ansioso quase todos os dias perguntava ao pai:


- Posso ir hoje Papai?

Mas no tempo certo, o Sr. Forte então preparou uma surpresa para o barquinho, chamou D. Barcaça pesqueira sua mãe, a escuna Eloíza sua irmã chic, e Pétros seu irmão, o jovem petroleiro que estava de férias em casa e fizeram a maior festa para o barquinho com direito a champanhe e laço de inauguração.
O Sr, forte cumpriu sua promessa e levou o Barquinho para o mar, recomendando apenas ao que fosse obediente e não se distanciasse muito da praia, apenas navegasse contornando a costa. O barquinho foi levado ao mar de madrugada pelo pai, antes mesmo do sol nascer, e assim começou a sua aventura.
O barquinho ficou deslumbrado como era gostoso flutuar nas marolas, e sentir aquilo que ele não sabia o que era, foi então que se atreveu a perguntar, quem é você?

- Eu sou o vento!,
- Todo bem amigo vento? fica mais fácil navegar com você.
- Obrigado barquinho eu posso ajudar você a andar mais rápido se quiser.
- Não, Não amigo Vento, eu estou gostando muito de navegar devagar é o meu primeiro dia no mar!

Logo depois começou uma garoa bem fininha quase um orvalho e depois foi aumentando e ficou forte e o Barquinho perguntou ao vento:

- Epa! O que é isso ?

- É a amiga chuva! ela vem daquela nuvem, não se preocupe, logo vai passar.

- Ola amiga chuva! Este é um barquinho novo que está dando hoje o seu primeiro passeio, não vai assustar o garoto!

- Não, Não Vento ! é só você me empurrar um pouquinho e eu logo vou passar.

- É prá já!

Disse então a chuva ao Barquinho: Olá, pequenino barquinho boa sorte!

O vento empurrou a chuva e saíram os dois juntos e o barquinho começou a sentir um forte calor, então perguntou?

- Quem é você?
- Eu sou o sol, uma estrela, trago luz e calor para a terra.
- É, eu estou sentindo o seu calor muito forte!
- Barquinho, o que você faz por aqui?
- Hoje é o meu primeiro passeio pela praia e já fiz bons amigos o Sr. Vento e a Sra. Chuva. Posso ser seu amigo também Sr. Sol?

- Claro pequenino barquinho, vou ficar com você o dia inteirinho é que eu não saio do lugar não sabe barquinho, se eu sair uma parte de terra esquenta demais e outra parte fica gelada, a terra é que se move e então acontece o dia e a noite é quando então você consegue ver e as estrelas e a lua.

- Lua? Que nome ... bonito!

- É amigo, beleza é que não lhe falta, ainda mais hoje que ela vai estar cheia.

- E tem dias que ela está vazia como a maré?

- Não é bem assim não, Barquinho temos muito tempo, eu vou explicar...

- Assim continuaram conversando sobre a lua não percebendo o tempo passar, como fazem os amigos.

- Eu quero conhecê-la!disse o Barquinho cada vez mais curioso.

- Vamos continuar o nosso passeio e logo ela aparecerá.

- Mas eu tenho que voltar já está tarde.

- Não tem problema amiguinho, dê a volta e comece seu retorno e logo você vai conhecer a Lua.

Os dois foram conversando, e conversando e o brilho do sol foi diminuindo até o sol dizer ao barquinho, já está na minha hora de sair, para que a lua possa chegar!

- Ei, você não vai me apresentar pra ela?

- Não precisa amigo, ela mesmo irá se apresentar e você,
sua beleza ilumina todo o céu!

- Assim como você?

- Não amiguinho ela tem um pouco do meu brilho,
mas o céu ficará escuro, contrastando com o seu brilho, ela se tornará ainda mais bela! Até amanhã barquinho!

- Até amanhã Sr. Sol, foi um grande prazer te conhecer.

A lua então nasceu, lá no finzinho do mar, vermelha e muito parecida com o sol, mas logo quando escureceu ela ficou branquinha e brilhante, o nosso amigo barquinho estava sem fala, com a beleza da lua. Foi então que a lua disse:

- Olá barquinho, eu sou a Lua, meu amigo sol passou por mim bem rapidinho e me falou de você, Seja bem vindo ao mar, querido, Boa sorte!
- Estava criando coragem para dizer olá para você, Lua! você é mesmo tão linda quanto o sol me disse.

- Obrigado barquinho, a minha beleza e a de tudo que existe de belo no universo, reflete a imagem do nosso criador, que é Deus!
A Lua falou de Deus para ele, que ficou ainda um bom tampo ali, conversando com ela.

O Pai do barquinho o Sr Forte, apareceu e ficou olhando de longe, depois se aproximou e disse:

- Que tal o passeio meu filho?
- Maravilhoso Pai, eu conheci o Sr.Vento, a Sra. Chuva o Sr. Sol que me falou muito sobre a Lua e finalmente agora a conheci, ela não é linda Papai?
- Sim filho, é linda!
- Ela me falou de Deus, o seu criador que fez todas as coisas!
- Então Filho sua viagem de fato foi muito importante, vamos contar tudo isto a sua mãe!

E toda a família se reuniu outra vez, para ouvir o barquinho e as experiências que tivera em sua, tão esperada saída para o mar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

EUTICO

-
 Ilustração: Coracy Schueler


O encontro de Paulo de Tarso com Jesus no caminho de Damasco mudou sua história e a partir daí muitos encontros se seguiram na vida de Paulo. Ele era guiado pelo Espírito de Deus, “e Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Experimentou perseguições e muito sofrimento, isto lhe fora dito pelo próprio Jesus “Eu lhe mostrarei o quanto importa sofrer pelo meu nome”.

Paulo, um homem culto e inteligente, criado aos pés de Gamaliel, um conhecido sumo sacerdote judeu. Depois do encontro com Jesus, Paulo abriu mão de sua cultura e fez pouco caso do seu próprio conhecimento, para ensinar o evangelho de forma simples, a tantos quantos pudesse, através do seu testemunho que ele chamava de  “loucura da pregação”.
Ele percorreu muitas cidades, países e continentes alcançando muitos gentios (não judeus) e ao mesmo tempo cuidava em escapar das ciladas preparadas pelos judaizantes. Declarava que em nada tinha a sua vida por preciosa, no entanto desejava alcançar  muitas pessoas e dizia :Fiz-me tudo para com todos, afim de ganhar alguns"  desejava de com todas as suas forças, completar a carreira que lhe fora proposta por Jesus.

Paulo passou por Trôade na Grécia, quando ia para a Macedônia, foi então que Êutico passou a fazer parte da sua  história.

O Espírito impulsionou Paulo para que enviasse à sua frente Sópatro filho de Pirro, de Bereia, Aristarco e Secundo de Tessalónica, Gaio de Derbe, Timóteo, além de Tíquico e Trofimo da província da Ásia. Ele os encontraria lá no Domingo. 
Me permito pensar que era madrugada, e dormia a cidade de Trôade sobre o frescor da noite, ao som das ondas do mar Egeu, quando as notícias da chegada do Apóstolo Paulo se espalharam entre os cristãos.

Com muita prudência e sigilo os cristãos receberam daqueles homens as instruções para os preparativos que antecederam a chegada de Paulo de Tarso. Um espaço amplo e muito bem iluminado fora preparado, no terceiro andar de uma construção grega, com espaço suficiente para reuniões com grande número de pessoas. Lugares assim eram comuns na Grécia, pois a troca de idéias e discutir opiniões, era segundo Paulo, de que se ocupavam os cidadãos de Atenas, capital da Grécia, em Trôade não devia ser muito diferente. O lugar se chamava: cenáculo.

Domingo, e como havia combinado com os seus companheiros, Paulo chegou em Trôade. No Cenáculo haveria um encontro de muitos irmãos, uma comunhão calorosa, onde ouviriam Paulo e compartilhariam juntos o pão, em memória de Jesus Cristo sua morte e ressurreição, costume dos cristãos aos Domingos.

Na hora marcada, o local estava cheio, cristãos dentre os gentios que estavam curiosos para conhecer aquele que pregava a fé que antes perseguia, tendo deixado para trás o legalismo judaico para abraçar apaixonadamente a fé no rabino Jesus, o filho de Deus. Naquele dia Paulo pregou demoradamente neste cenáculo. Seu discurso ali fora longo, interrompido apenas por um acontecimento inesperado.

Um jovem chamado Eutico ouvia Paulo assentado numa janela. Haviam muitas pessoas adultas ali com certeza ocupando os melhores lugares, imagino que Eutico, ainda que no desconforto de uma janela não iria perder, por nada, a oportunidade de ouvir aquele de quem muitos comentavam que era um herói. De perseguidor a perseguido, que realizava muitos milagres e expulsava espíritos imundos.

Na janela, Eutico se expôs, quem passasse ali iria vê-lo entre os que seguiam a fé cristã publicamente. Este jovem estava entre adultos que arriscavam a vida para estarem ouvindo o evangelho. Há quem pense, que por Paulo estar entre os gentios era mais fácil sua vida de apóstolo, mas é só ler sobre as perseguições que ele passou em Éfeso, Filipos, e Tessalónica para ter uma ideia da vida de Paulo entre os gentios. Ouvir Paulo falar sobre Jesus significava naquele tempo risco de morte. Eutico correu esse risco, simplesmente por estar ali ouvindo Paulo falar.

Era tarde da noite e Paulo se demorava no seu discurso, e diz a bíblia que Eutico vencido pelo sono pende da janela em que estava assentado e cai do terceiro andar, morrendo com o impacto. Eu imagino que não só Eutico havia sido vencido pelo sono, porém ele estava numa janela e mesmo sabendo dos riscos eu creio que ele tinha certeza que nada o faria dormir. Não ele, um jovem grego acostumado a ouvir histórias de heróis, contadas geração após geração, helena de Tróia e o cavalo de Tróia, não, com certeza Eutico não tinha a intenção de dormir, fora de fato vencido pelo sono e caiu.

 Ilustração: Coracy Schueler

Ao cair, o choque do acontecimento acordou os dormentes e fez os acordados correrem para socorrê-lo, mas sua queda fora fatal, os traumas em seu corpo jovem, devem ter chocado aqueles que viram o acontecido. Mas Paulo vem, e desce junto com os irmãos, se aproxima do corpo do jovem e se deita por cima dele, como Elias fez com o corpo morto do filho da Sunamita, e logo em seguida a boa notícia. “A vida ainda está nele” Paulo o levantou. Se haviam ossos quebrados estes voltaram para o lugar, se houveram tecidos e órgãos lesados, foram restaurados. O jovem Êutico volta para o cenáculo com Paulo, em perfeito estado de saúde. O nome de Jesus foi glorificado! e ninguém mais dormiu. Comeram pão e com certeza a comunhão entre eles fora fortalecida.

E foi assim o encontro de Paulo de Tarso, e um jovem chamado Êutico. Gosto e conto esta história porque tenho a ambição de viver um tempo de restauração dos dons espirituais e neste momento do caos na saúde mundial. Nos nossos encontros, apresentemos ao nosso próximo: Cristo aquele que cura.

“… todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Atos 19:10 e 11.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

JESUS CONTA COM A GENTE Mt 28:16-20





Jesus escolheu espalhar seus ensinos fazendo amigos, ensinando a eles o que aprendeu com o pai. Os últimos dias que passou na terra foi assim:
Maria madalena e a outra Maria quando deixaram o sepucro onde devia estar o corpo de Jesus e correram para dizer aos discípulos o que ouviram do anjo que estava sentado na pedra da entrada do sepulcro. O sepulcro estava aberto. As Marias estavam cheias de uma mistura de medo e alegria com o que ouviram do anjo. Ele lhes disse: “Ele não está aqui! Ressuscitou! Enquanto corriam, viram Jesus que vinha ao encontro delas. Elas foram para ele e o abraçaram, jogaram-se aos seus pés, e o adoraram.


Jesus disse: “Não tenham medo, digam aos meus amigos que eu estou esperando por eles na Galiléia, lá no monte.” Então os amigos de Jesus viajaram para o monte da Galiléia. Esperaram por ele ali com tinham combinado. Quando eles viram Jesus, correram para ele e o abraçaram, mataram a grande saudade e acalmaram a dor no peito, pelos três dias de dor e confusão que passaram enquanto Jesus fora preso, torturado, humilhado e morto. Eles ficaram juntos, e se acalmaram ouvindo o mestre Jesus, que lhes falou: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra e eu dou este poder a vocês. Em meu nome vocês falarão uma nova linguagem, curem os enfermos colocando sobre eles as suas mãos e mandem embora os espíritos do mal.”

E Jesus continuou: ”Eu vou mandar o consolador o Espírito Santo meu ajudante, ele vai dar capacidade para vocês fazerem tudo, para que fiquem mais perecidos comigo. Esse poder especial do Espírito Santo é para que façam amigos, outros discípulos como vocês em todas as nações, e ofereçam a eles os ensinos que eu dei a vocês. Façam isto tanto na nossa terra, como nas terras que ficam mais perto e até às terras muito mais distantes e longínquas, o confins da terra.”
Enquanto dizia isto Jesus foi subindo bem alto na frente deles até que uma nuvem o cobriu, assim Jesus voltou para o Pai.


sábado, 1 de agosto de 2009

Entrevista de D. Bacia por D.Carranca no Programa da TV Águas Claras

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Este trabalho faz parte do projeto "Lavando idéias na Bacia do São Francisco"  premiado pela III Olimpíada Ambiental de Sergipe, 2009

(Música de abertura: som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)


Carranca - Bom dia, toda a comunidade de água potável do Estado, córregos, rios e seus afluentes, quedas d’água, cachoeiras, lagoa e riachos, estamos aqui para mais um programa da nossa TV Águas
Claras. Pela Educação, sustentabilidade e preservação da água do planeta.
Recebemos aqui no nosso aquoso estúdio, a presença de uma figura quase folclórica da comunidade ribeirinha e que está se destacando na luta pela preservação da água. É com o som de muitas águas que vamos receber aqui: Dooooooona Baciiia! (Som de muitas águas é uma dinâmica que todos que estarão assistindo a peça serão convidados a participar, que é o som do estalar da língua dentro da boca aleatoriamente. Quanto mais rápido e mais forte, todos juntos faremos um som parecido com o de muita água caindo, chuva ou cachoeira)


Carranca - É um prazer ter figura tão popular e simpática, para a comunidade ribeirinha aqui em nosso Studio.
Bacia - O prazer é meu Dona Carranca, ser entrevistada por figura quase mitológica. Fico Lavada e banhada de alegria.
Carranca - Vamos lá D.Bacia: Quando é que a senhora começou a se interessar pela preservação da água?
Bacia- Ao longo dos anos eu comecei a observar que a paisagem nos rios estava diferente, a vegetação mudou, o rio alargou, os peixes diminuíram, até a cor de alguns rios mudou, alguns eram cristalinos hoje estão barrentos, então pensei: o que será que uma bacia de alumínio como eu pode fazer pelo seu lugar?
Carranca - Foi assim então que a Sra. virou uma militante pela preservação da água?
Bacia - Pra começar D.Carranca, Eu sou uma Bacia! E como sou de alumínio eu sou muito durável e Já passei por todas as beiras d’água sergipanas que a senhora possa imaginar. De mão em mão, de roupa em roupa, acabei conhecendo bem a minha Xará: bacia hidrográfica.
Carranca - Interessante, agora me responda Dona bacia, me explique: O que é uma Bacia hidrográfica?
Bacia - Pois não, Bacia hidrográfica é a porção de terra banhada por determinado rio e seus afluentes! A palavrinha hidro, é de água, sabe? Uma bacia hidrográfica ou bacia de drenagem é o conjunto de terras que fazem o escoamento das águas que caem dos lugares mais altos para esse curso de água. É uma área geográfica e, como tal, mede-se em km².
Carranca – D Bacia, eu sempre tive curiosidade de saber, de onde vem as águas?
Bacia – As águas vem do nosso subsolo, armazenada durante milhões de anos nos aquíferos. As águas também vem das chuvas.
Carranca - A Sra. é uma sumidade mesmo não é D.Bacia? Agora me diga, e aqui em Sergipe existem muitas bacias?
Bacia - Seis minha cara, seis bacias, somos bem servidos de água D.Carranca
Carranca - A Sra. poderia nos dizer D.Bacia, o nome, dessas bacias?
Bacia - Pois não, D carranca, agora mesmo! são elas: Bacia do rio São Francisco, Bacia do rio Japaratuba, Bacia do rio Sergipe, Bacia do rio Vaza- Barris , Bacia do rio Piauí, Bacia do rio Real.
Carranca – E qual delas é a maior D Bacia?
Bacia – Sem dúvida querida a maior delas é a bacia Rio São Francisco, chamado o rio da integração nacional por que sua bacia compreende quatro estados da federação: Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas.
Carranca – Mas a Sra. é sabida mesmo não é D. Bacia, a Sra. podia me explicar melhor sobre o curso de água?
D Bacia – Claro , claro um rio é uma corrente natural de água que nasce e depois flui, anda, corre com continuidade e desemboca, termina.
D Carranca – A Sra. Falou nasce D.Bacia, um rio nasce?
D Bacia – É sim D Carranca, o nascimento do rio é quando as águas brotam do subsolo, os aqüíferos que nós já falamos antes, formando o curso d’água que é o rio, podem receber água que escoam das chuvas e também águas de outros riachos ou rios, aumentando o volume d’água daquele o curso.
Carranca - Mas como é que de repente a água começa a ir pro mesmo lugar D.Bacia?
Bacia – Com a ajuda do terreno, do solo da terra D.Carranca, é que a gente pensa que a terra é redondinha com a gente vê nos livro não é? Mas o chão, o solo ele tem partes mais altas e mais baixas e isso define para onde vai o curso d’água sempre do lugar mais alto para o mais baixo. Vamos fazer uma simples experiência D.Carranca.
Vamos pegar esse pedaço de papel e vamos dobrar em “V” colocamos um pouquinho de água e ela vai escorrer de inclinarmos um pouquinho para frente ela vai escorrer mais rápido. É o jeitinho do terreno, que define o caminho, o curso do rio, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.
Carranca - A Sra. Falou que o rio desemboca, como é isso D.Bacia?
Bacia - Desembocadura é onde o rio termina, onde as águas do rios se derramam.
Carranca – E ele se derrama onde?
Bacia – O rio deságua ou desemboca no mar, no lago, lagoa ou noutro rio. Esta é a maneira natural de um rio acabar. Acontece que alguns rios estão acabando por falta de cuidado do homem.
Carranca – Não diga D.Bacia, o que é que ele fez?
Bacia – Poluiu, encheu os rios de esgoto sem tratamento e o pior de tudo desmatou, acabou com a vegetação que nasce às margens dos rios, chamadas matas ciliares, que protegem os rios. Sem a vegetação o solo deixa de ser poroso e absorver a água, quando chove a água escorre lavando abrindo fendas no solo e levando para o leito dos rios muitos sedimentos, areia pedra cascalho.

Carranca – E é isso que faz o rio morrer?
Bacia – D Carranca eu digo que ajuda, porque os sedimentos se acumulando no fundo dos rios, diminuem sua profundidade e alarga suas margens, esse fenômeno é chamado de assoreamento. Que causa enchentes e acaba por contribuir para a morte de um rio.
Carranca – D Bacia agora eu entendo ainda mais porque tem tanta gente se mobilizando a favor dos rios, é que se rio acaba, a água acaba, e como as plantas vão viver, os animais e principalmente as pessoas?
Bacia – E tem mais D.Carranca, a nossa energia elétrica vem das hidroelétricas que precisam de um rio para produzir essa energia renovável o Brasil é o terceiro país do mundo em aproveitamento de energia hidroelétrica ficando atrás apenas do Canadá e EUA, então a gente tem que cuidar bem dos nossos rios.
Carranca – Energia renovável a Sra. poderia nos explicar melhor D Bacia?
Bacia – A energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais, são conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e porque são capazes de se regenerar por meios naturais. As centrais hidroelétricas aproveitam a energia dos rios para funcionar uma turbina que move um gerador elétrico.
Carranca – D.Bacia esse assunto parece a energia renovável é inesgotável uma coisa puxa outra e tem tanto a aprender, eu como membro da população ribeirinha do São Francisco estou encantada com sua entrevista e breve a convidarmos outra vez para outros papos D Bacia. (Música de abertura, som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)

Bacia – Pois é D. Carranca o nosso criador o homem precisa preparar as futuras gerações para cuidar dos nossos recursos hídricos para que tenhamos vida próspera e longa no planeta!
Carranca – É por isso que estamos aqui D.Bacia, nós e este público maravilhoso de crianças, vamos abrir agora para as perguntas para D. Bacia.
Alguma pergunta?



Recadinho: Professor(a), Você pode adaptar e enriquecer essa pequena peça à realidade de sua Região, use também figuras, maquetes ou Datashow para ilustrar o que é ensinado. Seja ético e divulgue o site como fonte.
Um abraço!

UMA HISTORIA NOTA DEZ

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Certa vez no conjunto dos números Naturais, o número “1”. estava fazendo uma agradável leitura, quando descobriu que as distâncias no universo são medidas em bilhões, anos luz e ainda leu que o sol é uma estrela de 5ª grandeza, um tamanho que nem sequer poderia imaginar.
Acabando sua leitura, ele estava se sentido um número tão pequenininho, sem valor algum diante de números tão grandes e tão importantes. Começou a sentir vergonha de si mesmo e se isolava dos outros companheiros do conjunto. Ele só conseguia conversar com o zero, um zero só, porque se este número estivesse acompanhado com outros números a sua frente, ele não abria a boca. 
 kumon-matematica-e-10_numero-01cO Zero então começou a consolar o “1” para que ele parasse com essa bobagem e citou o seu próprio exemplo, pois o zero que está à esquerda do um, não se sentia sem importância por representar o nada, que vem antes do “1”, alguém tinha que fazer este papel importante para a Matemática.
O número “1” deu razão ao Zero e começou a levantar a cabeça. 
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- Eu tenho muito valor! Eu sou o número “1”, o primeiro que surgiu e deu origem a todos os outros números naturais
O primeiro lugar, o poli position, o primeiro da lista, primeiro lugar nas competições, nos vestibulares, nos concursos, eu sou um verdadeiro motivo de orgulho público!
O zero percebendo que ele estava exagerando deu-lhe um banho de água fria dizendo:
- Nem tanto assim amigo “1” você vale “1” e vale pelo que é, no conjunto dos números naturais”.
Ah o Número “1” não gostou não, e começou a esbravejar com o Zero:
- Está vendo só! Você está dizendo que eu sou pouco, eu não sou não ta!
Os outros números existem pois são adicionados a mim!
kumon-matematica-e-10_numero-01d
 
Quando o número “2” ouviu isto ficou irritado com o “1” e também quis se valorizar:
- Olha “1” você parece um reflexo, pois todo número multiplicado por você é igual a ele mesmo!
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Eu não... sou um par, um casal, a forma que a natureza une as criaturas para procriar, eu represento uma belíssima história de amor e de preservação da vida! Na história da Arca de Noé, os animais entravam de dois em dois! Adão e Eva, tudo começou com o dois!
Mal terminara de falar o Número “3” atropela:
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- Eu é que represento a vida, a origem. O Criador de todas as coisas se expressa na trindade.
Os animais colocam seus ovos com três elementos básicos, a clara, a gema e a casca. As células têm membrana, núcleo e citoplasma. Eu sou o máximo! Pois ”1” é pouco, “2” é bom e “3” é demaaaaais!!”
Pensem, quando o número “4” ouviu isto também deu o seu pitaco:
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– Meu caro três eu é que sou demais, pois eu sou o dobro de alguém que já é tudo de bom!
O Número Cinco todo certinho também respondeu ao “4”:
kumon-matematica-e-10_numero-05
- De cinco em cinco a contagem do tempo se estabelece, e o tempo é muito importante, todo mundo quer mais.
kumon-matematica-e-10_numero-06
– Sinto muito “5”, disse o “6” você esqueceu que o tempo também é contado de meia e meia hora, não queira todo esse mérito só pra você! Fora isto, eu sou o rei das feiras livres e supermercados. O meia dúzia aqui é muito popular entre as mulheres meu caro!
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Quando o número sete ouviu da popularidade do seis, disse bem alto mostrando sua superioridade: Grande coisa!, eu sou o símbolo milenar da plenitude. Em hebraico, uma das línguas mais antigas que existe o sete significa pleno!
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O número “8” entra na briga apelando para sua forma:
– Plenitude? Se for pra fazer analogia, me joga de lado e você vai ver o infinito!
kumon-matematica-e-10_numero-09
Gente a situação já estava insustentável, todos queriam provar que eram melhores que os outros! Mas, quando o número “9” chegou, mudou o rumo da 
conversa e disse:
-Estou muito feliz, por ser quem sou, eu poderia me queixar por estar quase lá e vir antes do “10”, mas me vejo como o caminho necessário a ser seguido, me vejo como o final do processo de uma série de adições para chegar lá no “10”. Mas para isso é preciso não desistir, continuar, perseverar e é preciso dar mais um passo, aquenta! Insiste! Só falta “1”!
 kumon-matematica-e-10_numero-01e
O Número “1” veio correndo:
– Alguém me chamou?, Alguém precisa de mim?
O Número Dez então conciliador e amigo diz ao “1”
- Todos nós precisamos de você!
e explicou:
- O conjunto dos números naturais é uma seqüência que começa com o zero e não tem mais fim, nós somos o resultado da adição de uma unidade, ao número anterior.
Entende que você está dentro de todos nós e nós, em outros números maiores e que isto não vai ter fim. Todos nós temos o nosso valor e a nossa importância. Até o zero que parece nada, é muito desejado e necessário, arrisco até a dizer que ele está na moda: Zero de caloria, Zero de gordura trans!
Finalmente o número “1” perplexo, entende o valor que existe em ser o que é. E diz ao dez:
- “10” você, nos ajudou a entender o valor de cada um no conjunto, no todo, eu lhe sou muito grato! Agora entendo o porquê de você ser exatamente o que é, você avançou e chegou lá , seu entendimento é maior do que o meu. Mas agora não sou somente eu que estou contido dentro de você, me sinto “10” também, pois como disse o “9” tive a honra de participar do processo.
- Obrigado“10” !!! kumon-matematica-e-10_numero-10a
DEZ( retirado da letra da música Dez - Cora Schueler)
"Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!
Dez é pra quem amar mais!
É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!
Querer ser dez é vencer barreiras e superar-se, dar o seu melhor.
Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.

Querer ser dez é segurar a mão do outro e seguirmos juntos..."

O BOI E O SOL

o-boi-e-o-sol-pintado 


ERA UMA VEZ UM BOI QUE FOI AO CÉU.

LÁ TEM LUZ, A LUZ DO SOL. TOM FOI VER A LUZ.

ELE VÊ O SOL NO CÉU E DIZ:

- EI SOL!

- QUEM ÉS?

- EU SOU O TOM O BOI

- UM BOI?

- É!

- BOI VEM PRO CÉU?

- NÃO SEI.

- SÓ SEI QUE EU VIM! ME DIZ: TU ÉS SÓ LUZ ?

- SIM TOM, EU SOU

- E TU TENS SOM?

- NÃO TOM.

VI DE LÁ, QUE TU ERAS SÓ E VIM TE VER.

- QUE BOM! EU ERA SÓ SEM TI.

- EI TOM! VI DE CÁ QUE TU NÃO TENS LUZ. MAS...TU, TENS SOM,

FAZ TEU SOM

- TÁ BOM: MOOOOOOOOOM!

- O TEU SOM É BOM TOM!

- TAL É TUA LUZ SOL, ...EI SOL!?

- SIM TOM

- TU TENS COR NÃO É!
- SIM , COR E TONS, QUE TAL??

TOM VÊ E DIZ:

- TUA COR E TEUS TONS, SÃO BONS DE VER,

BEM SOL, EU VOU TER QUE IR.
- MAS JÁ? DIZ O SOL

- SIM EU JÁ VOU! SE NÃO FOR ...SEI LÁ! EU SOU SÓ UM BOI!

NÃO TEM BOI NO CÉU SOL!...SÓ EU!

- AH NÃO VÁ! EU TE DOU LUZ, QUE TAL?

- NÃO SOL A LUZ É TUA, BOI NÃO TEM LUZ

TU ÉS BOM SOL, MAS EU VOU SIM TÁ?!... TCHAU!

E TOM SE FOI.

O SOL QUE ERA SÓ... É SÓ.

TRISSÍLABOS E POLISSÍLABOS - GENERAL AUSTÁRQUIO BEZERRA



Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento solicitava demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, atiradores lançavam bonita fumaça, enquanto disparavam. Elitizada artilharia, demonstrava poderoso treinamento bélico, honrando importante defunto.
Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, politizado, pacificador mundialmente conhecido, praticava crédulo incansável, justiça social, enquanto Democrata Republicano
Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam intitularem-se: Patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava amado General.
Existência secular, tornou-o tolerante, acessível, próximo. Aparentemente sisudo,  formando multidão conquistada devido amorosa generosidade.
Figura pública apaixonante venerava setembros. Desfilava anualmente. Aquele honrado Militar, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austárquio Bezerra deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente celeste.
Lembranças...memórias incontáveis   naqueles destemidos colegas militares, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina. Entretanto conservava ternura enquanto falava. Doava-se ensinando, refletindo experiências próprias. Austárquio declarava constantemente: “Morrerei protegendo fronteiras interiores soberanas, pensamento independente”.
Outrora tivera humilde infância, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornara-se criança entristecida, durante infeliz época, portanto, falava pouquíssimo. Acontecendo posteriormente encantadora velhice, aprendeu extraordinária sabedoria. Liberando antiga amargura, automaticamente liberou também, enriquecedora linguagem. Morrera lúcido, levando consigo precioso centésimo – décimo aniversário, comemorados conjuntamente familiares, amigos, colegas militar