quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

EUTICO

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 Ilustração: Coracy Schueler


O encontro de Paulo de Tarso com Jesus no caminho de Damasco mudou sua história e a partir daí muitos encontros se seguiram na vida de Paulo. Ele era guiado pelo Espírito de Deus, “e Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Experimentou perseguições e muito sofrimento, isto lhe fora dito pelo próprio Jesus “Eu lhe mostrarei o quanto importa sofrer pelo meu nome”.

Paulo, um homem culto e inteligente, criado aos pés de Gamaliel, um conhecido sumo sacerdote judeu. Depois do encontro com Jesus, Paulo abriu mão de sua cultura e fez pouco caso do seu próprio conhecimento, para ensinar o evangelho de forma simples, a tantos quantos pudesse, através do seu testemunho que ele chamava de  “loucura da pregação”.
Ele percorreu muitas cidades, países e continentes alcançando muitos gentios (não judeus) e ao mesmo tempo cuidava em escapar das ciladas preparadas pelos judaizantes. Declarava que em nada tinha a sua vida por preciosa, no entanto desejava alcançar  muitas pessoas e dizia :Fiz-me tudo para com todos, afim de ganhar alguns"  desejava de com todas as suas forças, completar a carreira que lhe fora proposta por Jesus.

Paulo passou por Trôade na Grécia, quando ia para a Macedônia, foi então que Êutico passou a fazer parte da sua  história.

O Espírito impulsionou Paulo para que enviasse à sua frente Sópatro filho de Pirro, de Bereia, Aristarco e Secundo de Tessalónica, Gaio de Derbe, Timóteo, além de Tíquico e Trofimo da província da Ásia. Ele os encontraria lá no Domingo. 
Me permito pensar que era madrugada, e dormia a cidade de Trôade sobre o frescor da noite, ao som das ondas do mar Egeu, quando as notícias da chegada do Apóstolo Paulo se espalharam entre os cristãos.

Com muita prudência e sigilo os cristãos receberam daqueles homens as instruções para os preparativos que antecederam a chegada de Paulo de Tarso. Um espaço amplo e muito bem iluminado fora preparado, no terceiro andar de uma construção grega, com espaço suficiente para reuniões com grande número de pessoas. Lugares assim eram comuns na Grécia, pois a troca de idéias e discutir opiniões, era segundo Paulo, de que se ocupavam os cidadãos de Atenas, capital da Grécia, em Trôade não devia ser muito diferente. O lugar se chamava: cenáculo.

Domingo, e como havia combinado com os seus companheiros, Paulo chegou em Trôade. No Cenáculo haveria um encontro de muitos irmãos, uma comunhão calorosa, onde ouviriam Paulo e compartilhariam juntos o pão, em memória de Jesus Cristo sua morte e ressurreição, costume dos cristãos aos Domingos.

Na hora marcada, o local estava cheio, cristãos dentre os gentios que estavam curiosos para conhecer aquele que pregava a fé que antes perseguia, tendo deixado para trás o legalismo judaico para abraçar apaixonadamente a fé no rabino Jesus, o filho de Deus. Naquele dia Paulo pregou demoradamente neste cenáculo. Seu discurso ali fora longo, interrompido apenas por um acontecimento inesperado.

Um jovem chamado Eutico ouvia Paulo assentado numa janela. Haviam muitas pessoas adultas ali com certeza ocupando os melhores lugares, imagino que Eutico, ainda que no desconforto de uma janela não iria perder, por nada, a oportunidade de ouvir aquele de quem muitos comentavam que era um herói. De perseguidor a perseguido, que realizava muitos milagres e expulsava espíritos imundos.

Na janela, Eutico se expôs, quem passasse ali iria vê-lo entre os que seguiam a fé cristã publicamente. Este jovem estava entre adultos que arriscavam a vida para estarem ouvindo o evangelho. Há quem pense, que por Paulo estar entre os gentios era mais fácil sua vida de apóstolo, mas é só ler sobre as perseguições que ele passou em Éfeso, Filipos, e Tessalónica para ter uma ideia da vida de Paulo entre os gentios. Ouvir Paulo falar sobre Jesus significava naquele tempo risco de morte. Eutico correu esse risco, simplesmente por estar ali ouvindo Paulo falar.

Era tarde da noite e Paulo se demorava no seu discurso, e diz a bíblia que Eutico vencido pelo sono pende da janela em que estava assentado e cai do terceiro andar, morrendo com o impacto. Eu imagino que não só Eutico havia sido vencido pelo sono, porém ele estava numa janela e mesmo sabendo dos riscos eu creio que ele tinha certeza que nada o faria dormir. Não ele, um jovem grego acostumado a ouvir histórias de heróis, contadas geração após geração, helena de Tróia e o cavalo de Tróia, não, com certeza Eutico não tinha a intenção de dormir, fora de fato vencido pelo sono e caiu.

 Ilustração: Coracy Schueler

Ao cair, o choque do acontecimento acordou os dormentes e fez os acordados correrem para socorrê-lo, mas sua queda fora fatal, os traumas em seu corpo jovem, devem ter chocado aqueles que viram o acontecido. Mas Paulo vem, e desce junto com os irmãos, se aproxima do corpo do jovem e se deita por cima dele, como Elias fez com o corpo morto do filho da Sunamita, e logo em seguida a boa notícia. “A vida ainda está nele” Paulo o levantou. Se haviam ossos quebrados estes voltaram para o lugar, se houveram tecidos e órgãos lesados, foram restaurados. O jovem Êutico volta para o cenáculo com Paulo, em perfeito estado de saúde. O nome de Jesus foi glorificado! e ninguém mais dormiu. Comeram pão e com certeza a comunhão entre eles fora fortalecida.

E foi assim o encontro de Paulo de Tarso, e um jovem chamado Êutico. Gosto e conto esta história porque tenho a ambição de viver um tempo de restauração dos dons espirituais e neste momento do caos na saúde mundial. Nos nossos encontros, apresentemos ao nosso próximo: Cristo aquele que cura.

“… todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Atos 19:10 e 11.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

JESUS CONTA COM A GENTE Mt 28:16-20





Jesus escolheu espalhar seus ensinos fazendo amigos, ensinando a eles o que aprendeu com o pai. Os últimos dias que passou na terra foi assim:
Maria madalena e a outra Maria quando deixaram o sepucro onde devia estar o corpo de Jesus e correram para dizer aos discípulos o que ouviram do anjo que estava sentado na pedra da entrada do sepulcro. O sepulcro estava aberto. As Marias estavam cheias de uma mistura de medo e alegria com o que ouviram do anjo. Ele lhes disse: “Ele não está aqui! Ressuscitou! Enquanto corriam, viram Jesus que vinha ao encontro delas. Elas foram para ele e o abraçaram, jogaram-se aos seus pés, e o adoraram.


Jesus disse: “Não tenham medo, digam aos meus amigos que eu estou esperando por eles na Galiléia, lá no monte.” Então os amigos de Jesus viajaram para o monte da Galiléia. Esperaram por ele ali com tinham combinado. Quando eles viram Jesus, correram para ele e o abraçaram, mataram a grande saudade e acalmaram a dor no peito, pelos três dias de dor e confusão que passaram enquanto Jesus fora preso, torturado, humilhado e morto. Eles ficaram juntos, e se acalmaram ouvindo o mestre Jesus, que lhes falou: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra e eu dou este poder a vocês. Em meu nome vocês falarão uma nova linguagem, curem os enfermos colocando sobre eles as suas mãos e mandem embora os espíritos do mal.”

E Jesus continuou: ”Eu vou mandar o consolador o Espírito Santo meu ajudante, ele vai dar capacidade para vocês fazerem tudo, para que fiquem mais perecidos comigo. Esse poder especial do Espírito Santo é para que façam amigos, outros discípulos como vocês em todas as nações, e ofereçam a eles os ensinos que eu dei a vocês. Façam isto tanto na nossa terra, como nas terras que ficam mais perto e até às terras muito mais distantes e longínquas, o confins da terra.”
Enquanto dizia isto Jesus foi subindo bem alto na frente deles até que uma nuvem o cobriu, assim Jesus voltou para o Pai.


sábado, 1 de agosto de 2009

Entrevista de D. Bacia por D.Carranca no Programa da TV Águas Claras

carranca
Este trabalho faz parte do projeto "Lavando idéias na Bacia do São Francisco"  premiado pela III Olimpíada Ambiental de Sergipe, 2009

(Música de abertura: som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)


Carranca - Bom dia, toda a comunidade de água potável do Estado, córregos, rios e seus afluentes, quedas d’água, cachoeiras, lagoa e riachos, estamos aqui para mais um programa da nossa TV Águas
Claras. Pela Educação, sustentabilidade e preservação da água do planeta.
Recebemos aqui no nosso aquoso estúdio, a presença de uma figura quase folclórica da comunidade ribeirinha e que está se destacando na luta pela preservação da água. É com o som de muitas águas que vamos receber aqui: Dooooooona Baciiia! (Som de muitas águas é uma dinâmica que todos que estarão assistindo a peça serão convidados a participar, que é o som do estalar da língua dentro da boca aleatoriamente. Quanto mais rápido e mais forte, todos juntos faremos um som parecido com o de muita água caindo, chuva ou cachoeira)


Carranca - É um prazer ter figura tão popular e simpática, para a comunidade ribeirinha aqui em nosso Studio.
Bacia - O prazer é meu Dona Carranca, ser entrevistada por figura quase mitológica. Fico Lavada e banhada de alegria.
Carranca - Vamos lá D.Bacia: Quando é que a senhora começou a se interessar pela preservação da água?
Bacia- Ao longo dos anos eu comecei a observar que a paisagem nos rios estava diferente, a vegetação mudou, o rio alargou, os peixes diminuíram, até a cor de alguns rios mudou, alguns eram cristalinos hoje estão barrentos, então pensei: o que será que uma bacia de alumínio como eu pode fazer pelo seu lugar?
Carranca - Foi assim então que a Sra. virou uma militante pela preservação da água?
Bacia - Pra começar D.Carranca, Eu sou uma Bacia! E como sou de alumínio eu sou muito durável e Já passei por todas as beiras d’água sergipanas que a senhora possa imaginar. De mão em mão, de roupa em roupa, acabei conhecendo bem a minha Xará: bacia hidrográfica.
Carranca - Interessante, agora me responda Dona bacia, me explique: O que é uma Bacia hidrográfica?
Bacia - Pois não, Bacia hidrográfica é a porção de terra banhada por determinado rio e seus afluentes! A palavrinha hidro, é de água, sabe? Uma bacia hidrográfica ou bacia de drenagem é o conjunto de terras que fazem o escoamento das águas que caem dos lugares mais altos para esse curso de água. É uma área geográfica e, como tal, mede-se em km².
Carranca – D Bacia, eu sempre tive curiosidade de saber, de onde vem as águas?
Bacia – As águas vem do nosso subsolo, armazenada durante milhões de anos nos aquíferos. As águas também vem das chuvas.
Carranca - A Sra. é uma sumidade mesmo não é D.Bacia? Agora me diga, e aqui em Sergipe existem muitas bacias?
Bacia - Seis minha cara, seis bacias, somos bem servidos de água D.Carranca
Carranca - A Sra. poderia nos dizer D.Bacia, o nome, dessas bacias?
Bacia - Pois não, D carranca, agora mesmo! são elas: Bacia do rio São Francisco, Bacia do rio Japaratuba, Bacia do rio Sergipe, Bacia do rio Vaza- Barris , Bacia do rio Piauí, Bacia do rio Real.
Carranca – E qual delas é a maior D Bacia?
Bacia – Sem dúvida querida a maior delas é a bacia Rio São Francisco, chamado o rio da integração nacional por que sua bacia compreende quatro estados da federação: Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas.
Carranca – Mas a Sra. é sabida mesmo não é D. Bacia, a Sra. podia me explicar melhor sobre o curso de água?
D Bacia – Claro , claro um rio é uma corrente natural de água que nasce e depois flui, anda, corre com continuidade e desemboca, termina.
D Carranca – A Sra. Falou nasce D.Bacia, um rio nasce?
D Bacia – É sim D Carranca, o nascimento do rio é quando as águas brotam do subsolo, os aqüíferos que nós já falamos antes, formando o curso d’água que é o rio, podem receber água que escoam das chuvas e também águas de outros riachos ou rios, aumentando o volume d’água daquele o curso.
Carranca - Mas como é que de repente a água começa a ir pro mesmo lugar D.Bacia?
Bacia – Com a ajuda do terreno, do solo da terra D.Carranca, é que a gente pensa que a terra é redondinha com a gente vê nos livro não é? Mas o chão, o solo ele tem partes mais altas e mais baixas e isso define para onde vai o curso d’água sempre do lugar mais alto para o mais baixo. Vamos fazer uma simples experiência D.Carranca.
Vamos pegar esse pedaço de papel e vamos dobrar em “V” colocamos um pouquinho de água e ela vai escorrer de inclinarmos um pouquinho para frente ela vai escorrer mais rápido. É o jeitinho do terreno, que define o caminho, o curso do rio, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.
Carranca - A Sra. Falou que o rio desemboca, como é isso D.Bacia?
Bacia - Desembocadura é onde o rio termina, onde as águas do rios se derramam.
Carranca – E ele se derrama onde?
Bacia – O rio deságua ou desemboca no mar, no lago, lagoa ou noutro rio. Esta é a maneira natural de um rio acabar. Acontece que alguns rios estão acabando por falta de cuidado do homem.
Carranca – Não diga D.Bacia, o que é que ele fez?
Bacia – Poluiu, encheu os rios de esgoto sem tratamento e o pior de tudo desmatou, acabou com a vegetação que nasce às margens dos rios, chamadas matas ciliares, que protegem os rios. Sem a vegetação o solo deixa de ser poroso e absorver a água, quando chove a água escorre lavando abrindo fendas no solo e levando para o leito dos rios muitos sedimentos, areia pedra cascalho.

Carranca – E é isso que faz o rio morrer?
Bacia – D Carranca eu digo que ajuda, porque os sedimentos se acumulando no fundo dos rios, diminuem sua profundidade e alarga suas margens, esse fenômeno é chamado de assoreamento. Que causa enchentes e acaba por contribuir para a morte de um rio.
Carranca – D Bacia agora eu entendo ainda mais porque tem tanta gente se mobilizando a favor dos rios, é que se rio acaba, a água acaba, e como as plantas vão viver, os animais e principalmente as pessoas?
Bacia – E tem mais D.Carranca, a nossa energia elétrica vem das hidroelétricas que precisam de um rio para produzir essa energia renovável o Brasil é o terceiro país do mundo em aproveitamento de energia hidroelétrica ficando atrás apenas do Canadá e EUA, então a gente tem que cuidar bem dos nossos rios.
Carranca – Energia renovável a Sra. poderia nos explicar melhor D Bacia?
Bacia – A energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais, são conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e porque são capazes de se regenerar por meios naturais. As centrais hidroelétricas aproveitam a energia dos rios para funcionar uma turbina que move um gerador elétrico.
Carranca – D.Bacia esse assunto parece a energia renovável é inesgotável uma coisa puxa outra e tem tanto a aprender, eu como membro da população ribeirinha do São Francisco estou encantada com sua entrevista e breve a convidarmos outra vez para outros papos D Bacia. (Música de abertura, som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)

Bacia – Pois é D. Carranca o nosso criador o homem precisa preparar as futuras gerações para cuidar dos nossos recursos hídricos para que tenhamos vida próspera e longa no planeta!
Carranca – É por isso que estamos aqui D.Bacia, nós e este público maravilhoso de crianças, vamos abrir agora para as perguntas para D. Bacia.
Alguma pergunta?



Recadinho: Professor(a), Você pode adaptar e enriquecer essa pequena peça à realidade de sua Região, use também figuras, maquetes ou Datashow para ilustrar o que é ensinado. Seja ético e divulgue o site como fonte.
Um abraço!

UMA HISTORIA NOTA DEZ

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Certa vez no conjunto dos números Naturais, o número “1”. estava fazendo uma agradável leitura, quando descobriu que as distâncias no universo são medidas em bilhões, anos luz e ainda leu que o sol é uma estrela de 5ª grandeza, um tamanho que nem sequer poderia imaginar.
Acabando sua leitura, ele estava se sentido um número tão pequenininho, sem valor algum diante de números tão grandes e tão importantes. Começou a sentir vergonha de si mesmo e se isolava dos outros companheiros do conjunto. Ele só conseguia conversar com o zero, um zero só, porque se este número estivesse acompanhado com outros números a sua frente, ele não abria a boca. 
 kumon-matematica-e-10_numero-01cO Zero então começou a consolar o “1” para que ele parasse com essa bobagem e citou o seu próprio exemplo, pois o zero que está à esquerda do um, não se sentia sem importância por representar o nada, que vem antes do “1”, alguém tinha que fazer este papel importante para a Matemática.
O número “1” deu razão ao Zero e começou a levantar a cabeça. 
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- Eu tenho muito valor! Eu sou o número “1”, o primeiro que surgiu e deu origem a todos os outros números naturais
O primeiro lugar, o poli position, o primeiro da lista, primeiro lugar nas competições, nos vestibulares, nos concursos, eu sou um verdadeiro motivo de orgulho público!
O zero percebendo que ele estava exagerando deu-lhe um banho de água fria dizendo:
- Nem tanto assim amigo “1” você vale “1” e vale pelo que é, no conjunto dos números naturais”.
Ah o Número “1” não gostou não, e começou a esbravejar com o Zero:
- Está vendo só! Você está dizendo que eu sou pouco, eu não sou não ta!
Os outros números existem pois são adicionados a mim!
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Quando o número “2” ouviu isto ficou irritado com o “1” e também quis se valorizar:
- Olha “1” você parece um reflexo, pois todo número multiplicado por você é igual a ele mesmo!
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Eu não... sou um par, um casal, a forma que a natureza une as criaturas para procriar, eu represento uma belíssima história de amor e de preservação da vida! Na história da Arca de Noé, os animais entravam de dois em dois! Adão e Eva, tudo começou com o dois!
Mal terminara de falar o Número “3” atropela:
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- Eu é que represento a vida, a origem. O Criador de todas as coisas se expressa na trindade.
Os animais colocam seus ovos com três elementos básicos, a clara, a gema e a casca. As células têm membrana, núcleo e citoplasma. Eu sou o máximo! Pois ”1” é pouco, “2” é bom e “3” é demaaaaais!!”
Pensem, quando o número “4” ouviu isto também deu o seu pitaco:
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– Meu caro três eu é que sou demais, pois eu sou o dobro de alguém que já é tudo de bom!
O Número Cinco todo certinho também respondeu ao “4”:
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- De cinco em cinco a contagem do tempo se estabelece, e o tempo é muito importante, todo mundo quer mais.
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– Sinto muito “5”, disse o “6” você esqueceu que o tempo também é contado de meia e meia hora, não queira todo esse mérito só pra você! Fora isto, eu sou o rei das feiras livres e supermercados. O meia dúzia aqui é muito popular entre as mulheres meu caro!
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Quando o número sete ouviu da popularidade do seis, disse bem alto mostrando sua superioridade: Grande coisa!, eu sou o símbolo milenar da plenitude. Em hebraico, uma das línguas mais antigas que existe o sete significa pleno!
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O número “8” entra na briga apelando para sua forma:
– Plenitude? Se for pra fazer analogia, me joga de lado e você vai ver o infinito!
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Gente a situação já estava insustentável, todos queriam provar que eram melhores que os outros! Mas, quando o número “9” chegou, mudou o rumo da 
conversa e disse:
-Estou muito feliz, por ser quem sou, eu poderia me queixar por estar quase lá e vir antes do “10”, mas me vejo como o caminho necessário a ser seguido, me vejo como o final do processo de uma série de adições para chegar lá no “10”. Mas para isso é preciso não desistir, continuar, perseverar e é preciso dar mais um passo, aquenta! Insiste! Só falta “1”!
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O Número “1” veio correndo:
– Alguém me chamou?, Alguém precisa de mim?
O Número Dez então conciliador e amigo diz ao “1”
- Todos nós precisamos de você!
e explicou:
- O conjunto dos números naturais é uma seqüência que começa com o zero e não tem mais fim, nós somos o resultado da adição de uma unidade, ao número anterior.
Entende que você está dentro de todos nós e nós, em outros números maiores e que isto não vai ter fim. Todos nós temos o nosso valor e a nossa importância. Até o zero que parece nada, é muito desejado e necessário, arrisco até a dizer que ele está na moda: Zero de caloria, Zero de gordura trans!
Finalmente o número “1” perplexo, entende o valor que existe em ser o que é. E diz ao dez:
- “10” você, nos ajudou a entender o valor de cada um no conjunto, no todo, eu lhe sou muito grato! Agora entendo o porquê de você ser exatamente o que é, você avançou e chegou lá , seu entendimento é maior do que o meu. Mas agora não sou somente eu que estou contido dentro de você, me sinto “10” também, pois como disse o “9” tive a honra de participar do processo.
- Obrigado“10” !!! kumon-matematica-e-10_numero-10a
DEZ( retirado da letra da música Dez - Cora Schueler)
"Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!
Dez é pra quem amar mais!
É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!
Querer ser dez é vencer barreiras e superar-se, dar o seu melhor.
Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.

Querer ser dez é segurar a mão do outro e seguirmos juntos..."

O BOI E O SOL

o-boi-e-o-sol-pintado 


ERA UMA VEZ UM BOI QUE FOI AO CÉU.

LÁ TEM LUZ, A LUZ DO SOL. TOM FOI VER A LUZ.

ELE VÊ O SOL NO CÉU E DIZ:

- EI SOL!

- QUEM ÉS?

- EU SOU O TOM O BOI

- UM BOI?

- É!

- BOI VEM PRO CÉU?

- NÃO SEI.

- SÓ SEI QUE EU VIM! ME DIZ: TU ÉS SÓ LUZ ?

- SIM TOM, EU SOU

- E TU TENS SOM?

- NÃO TOM.

VI DE LÁ, QUE TU ERAS SÓ E VIM TE VER.

- QUE BOM! EU ERA SÓ SEM TI.

- EI TOM! VI DE CÁ QUE TU NÃO TENS LUZ. MAS...TU, TENS SOM,

FAZ TEU SOM

- TÁ BOM: MOOOOOOOOOM!

- O TEU SOM É BOM TOM!

- TAL É TUA LUZ SOL, ...EI SOL!?

- SIM TOM

- TU TENS COR NÃO É!
- SIM , COR E TONS, QUE TAL??

TOM VÊ E DIZ:

- TUA COR E TEUS TONS, SÃO BONS DE VER,

BEM SOL, EU VOU TER QUE IR.
- MAS JÁ? DIZ O SOL

- SIM EU JÁ VOU! SE NÃO FOR ...SEI LÁ! EU SOU SÓ UM BOI!

NÃO TEM BOI NO CÉU SOL!...SÓ EU!

- AH NÃO VÁ! EU TE DOU LUZ, QUE TAL?

- NÃO SOL A LUZ É TUA, BOI NÃO TEM LUZ

TU ÉS BOM SOL, MAS EU VOU SIM TÁ?!... TCHAU!

E TOM SE FOI.

O SOL QUE ERA SÓ... É SÓ.

TRISSÍLABOS E POLISSÍLABOS - GENERAL AUSTÁRQUIO BEZERRA



Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento solicitava demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, atiradores lançavam bonita fumaça, enquanto disparavam. Elitizada artilharia, demonstrava poderoso treinamento bélico, honrando importante defunto.
Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, politizado, pacificador mundialmente conhecido, praticava crédulo incansável, justiça social, enquanto Democrata Republicano
Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam intitularem-se: Patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava amado General.
Existência secular, tornou-o tolerante, acessível, próximo. Aparentemente sisudo,  formando multidão conquistada devido amorosa generosidade.
Figura pública apaixonante venerava setembros. Desfilava anualmente. Aquele honrado Militar, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austárquio Bezerra deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente celeste.
Lembranças...memórias incontáveis   naqueles destemidos colegas militares, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina. Entretanto conservava ternura enquanto falava. Doava-se ensinando, refletindo experiências próprias. Austárquio declarava constantemente: “Morrerei protegendo fronteiras interiores soberanas, pensamento independente”.
Outrora tivera humilde infância, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornara-se criança entristecida, durante infeliz época, portanto, falava pouquíssimo. Acontecendo posteriormente encantadora velhice, aprendeu extraordinária sabedoria. Liberando antiga amargura, automaticamente liberou também, enriquecedora linguagem. Morrera lúcido, levando consigo precioso centésimo – décimo aniversário, comemorados conjuntamente familiares, amigos, colegas militar

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Passarinho Zinho na Grande Árvore

Cora Schueler

Foto Coracy Schueler

Numa grande árvore, daquelas que a gente pode passar uma chuva e se refrescar no dia de calor, morava uma família de passarinhos. Naquele dia, o Papai passarinho estava preparando, com cuidado, a última lição do treinamento dos seus filhotes. Ele já tinha ensinado a voar, a conseguir comida sozinhos, a escolher gravetos para a construção de um bom ninho, a achar água, essas coisas de passarinho. Os filhotes, ansiosos por voar e ter aventuras, comeram muito rápido as suculentas lagartas e insetos que a mamãe passarinho tinha conseguido para eles e, fortalecidos, estavam prontos para os ensinos do Papai.

As aulas eram práticas, respeitando as habilidades de cada um. Quem avançava e fazia um bom voo, por exemplo, era desafiado a fazer um voo ainda mais alto. Se o voo não fosse tão bom, o filhote era motivado a continuar tentando, sem desanimar, até conseguir. Toda a família estava envolvida neste importante aprendizado. Afinal, preparar os filhotes é garantir a sobrevivência da espécie e Papai passarinho sabia muito bem disso, pois já havia vencido muitos dos desafios que um passarinho tem de enfrentar. A delicadeza e pequenez dos passarinhos contrasta com o mundo grandioso dos humanos e dos predadores naturais. “Ainda bem que podemos voar acima deles!” - ensinou o Papai passarinho!

O que eles não imaginavam é que suas vidas iriam mudar radicalmente. Naquele dia, aquela linda família foi surpreendida por um ataque de pedras estilingadas de um grupo de garotos malvados que costumavam aterrorizar os passarinhos da região. As pedras que vinham de baixo para cima quebraram galhos, despedaçaram folhas e logo atingiu o ninho. O Papai tentou voar longe do ninho para atrair as pedras para o outro lado mas, nem assim, conseguiu proteger sua família. Esquivou-se até onde pôde das pedras, mas logo foi alvejado e despencou árvore abaixo, caindo no chão. O mesmo aconteceu com a mamãe e dois dos filhotes, restando, apenas, o passarinho Zinho que, tendo aprendido a voar melhor que os seus irmãos, alcançou os galhos mais altos da grande árvore, ficando ali até que o ataque das pedras acabasse.

A última lição não chegou a ser ensinada pelo Papai passarinho, era a lição do canto. Um passarinho tem que aprender os vários tipos de cantos para se comunicar com os da sua espécie e com outros passarinhos também. O canto de alegria, o de perigo, o canto para atrair outros pássaros e até um canto especial para atrair a fêmea com quem o passarinho vai fazer uma nova família. O passarinho Zinho era, portanto, um passarinho que não cantava. Silencioso e triste, Zinho permaneceu na grande árvore e não se arriscou mais a muitas aventuras. Ficava sempre nos arredores, temendo novos ataques. Como não ouviam canto algum, os passarinhos que passavam por ali nunca se interessavam pela grande árvore. Afinal, se não há canto, não há pássaros, e se não há pássaros, não há nem bichinhos nem frutos bons de se comer. Por isso, o passarinho Zinho ficava sempre sozinho na árvore grande.

Certo dia, porém, quando Zinho se ajeitava para dormir, ouviu um barulho de algo caindo por entre os galhos da grande árvore até que, finalmente, chegou ao chão. Desconfiado, Zinho voou até lá para ver o que era. Pensem! Era um pássaro de asa machucada que, de tão cansado do esforço e da dor, tombara no chão. Zinho, então, falou baixinho:

- Coitado, mais um estilingado!

E solidário como seu Papai lhe ensinara a ser, carregou o passarinho para cima e o colocou num galho bem seguro, cheio de folhas novinhas. Depois, deu-lhe seiva da árvore e um pouco de orvalho para beber. E para comer, deu-lhe lagartinhas suculentas e insetos, tal como mamãe havia lhe ensinado. Passados alguns dias, o pássaro machucado acordou, olhou ao redor e, percebendo que estava seguro, quentinho e de barriguinha cheia, começou a cantar bem alto, um canto lindo de alegria. O Passarinho Zinho também ficou alegre quando ouviu aquele canto, pois viu que o pássaro já estava acordado e se sentindo mais forte. Em pouco tempo, estaria completamente curado, pensou ele. Aproximando-se dele, disse que estava muito feliz por vê-lo melhor, e, em seguida, perguntou:

- Como devo chamá-lo?

- Pássaro Cantante! Foi você quem cuidou de mim? – perguntou o seu novo amigo.

- Fui eu, sim! Muito prazer, sou o Passarinho Zinho.

- Obrigado, amigo, como poderei recompensá-lo?

- Faça-me uma visita de vez em quando, sou um solitário!

- Solitário, numa árvore deste tamanho?

- É que não sei cantar e isto que faz com que nenhum outro pássaro queira pousar por aqui.

E contou para o Pássaro Cantante o que aconteceu com sua família e de como ficou só antes de aprender a lição de canto.

- Se for este o problema, Zinho, acho que posso ajudar. E a primeira coisa a fazer é viver a  história de hoje.

- Não entendi!

- É que, passarinhos cantam hoje! deixe a tristeza no ontem, todo dia é dia de cantar para um passarinho. você é um sobrevivente!! companheiro dessa árvore. Sem você a árvore estaria vazia e eu sem a sua ajuda acabaria morrendo com a asa quebrada. Obrigada por estar aqui, a sua vida Zinho, me salvou! Os ensinos de seus pais ficaram gravados em você, o criador usou a sua vida, pense nisto e você irá cantar naturalmente, pois foi para cantar que você foi criado. Você precisa vencer o medo e sair daqui, ver tudo o que o Criador fez para você , depois, voltar achar uma linda fêmea, construir seu ninho, e trazer ainda mais alegria para esta árvore, com a chegada dos barulhentos filhotes. Zinho, encha sua árvore com seus descendentes,  pássaros cantantes povoando este lugar.

E puxando-o pela asa, gritou:

- Vamos lá, olhe para a frente, vamos lá!

Graças às palavras do Pássaro Cantante, Zinho celebrou sua vida e a vida do amigo. Ensaiou seus primeiros cantos e logo desatou a cantar como pássaro que é. Nascera para cantar!  Foi assim que o passarinho Zinho, construiu uma linda família que cresceu muito e acabou povoando a grande árvore  de muitos pássaros e seus sons, atraindo mais vida para junto de si.